O Efeito Tetris

Comprei o Tetris Effect, uma manobra que me é pouco característica. O desejo de ter mais jogos para jogar em realidade virtual, combinado com um forte apego à obra de Tetsuya Mizuguchi, levou a melhor.

A primeira impressão é que falta qualquer coisa. É estranho ver uma celebração que evoca tão pouco do espirito do original. Estava à espera de ver alguma referência àquela musica icónica, qualquer efeito pirotécnico que soubesse a russo. Qualquer coisa que me avivasse a memória de ser hipnotizado por aquele jogo tão simples mas tão diabólico, em frente ao Amiga 500 do meu primo.

Mas em vez disso, esta é uma celebração de globalismo, de ritmos brasileiros e africanos e do espirito de discoteca europeu com que eu cresci e mais uma pitada dos ambientes sonoros asiáticos à mistura. 

O jogo Tetris aqui não é o centro da atenção; é a ferramenta que nos transporta numa viagem audio-visual em torno do mundo, pelas profundezas do oceano, e, ocasionalmente, para lá do planeta. É um espetáculo de metáforas sonoras, visuais e culturais em que a unidade de ligação é o jogo Tetris. 

E de certa forma, faz sentido. Tetris é um dos poucos jogos que se pode gabar de ser um fenómeno mundial. Já quando foi lançado na sua famosa encarnação GameBoy, foi um dos jogos que conseguiu apelar a milhões fora daquele circulo restrito dos “fãs de video jogos.” Ainda hoje, poucos foram os jogos que conquistaram tal façanha, e, se os entendidos na matéria podem debater as virtudes artísticas desses outros jogos “para todos”, as credenciais de Tetris são inabaláveis. É um jogo inesquecível, inesquecivelmente viciante, e forte candidato ao título de melhor jogo de sempre.

Que melhor jogo para nos levar a dar uma volta ao mundo, do que um dos poucos que foi jogado e amado em todos os países, por todas as culturas?

O que Mizuguchi conseguiu aqui fazer é o que o distingue como um artista, por oposto a um mero criador de jogos. Ele conseguiu ver para lá do jogo, das componentes estéticas e mecânicas, e entender o que é que o jogo significa num contexto cultural, no contexto da experiência humana. De seguida, retratou isso mesmo no seu tributo.

Continuo a sentir falta daquela iconografia e sonoridade russa. Mas foi uma viagem e pêras.

Audio

Metal Gear Liquid (ene3cast, episódio 129)

Com o plantél recomposto, este episódio marca a segunda e última parte da nossa discussão acerca da saga Metal Gear Solid. Oiçam Luís e Pedro divididos acerca da genialidade de Metal Gear Solid 4, e Daniel a explicar a toda a gente porque é que devem jogar um jogo de PSP com 7 anos.

Apoia o programa comprando os jogos deste episódio através da Amazon.co.uk – mais barato do que em Portugal!

Links:

Vídeo

Áudio – iTunes / Outros
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Twitter Luís: @luis_maga
Twitter Pedro: @pixelpedro

The Witness: O Meu Testemunho

The Witness” é um videojogo que foi lançado no final de Janeiro do presente ano de 2016, e é invulgar o suficiente para eu achar que merece uma discussão mais extensa do que é habitual. Este artigo é, em parte, o meu contributo para essa discussão.

Mas antes disso, vou fazer uma pequena análise ao jogo, para que quem não o tenha jogado possa perceber rápidamente se é jogo para si ou não. Depois passarei para observações mais profundas acerca do conteúdo do jogo – se bem que não vou estragar nenhuma surpresa, portanto quem tiver interesse pode continuar a ler em segurança mesmo antes de o jogar.

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Os 5 Jogos Favoritos de 2015 – #1 – The Witcher 3

Embora sempre tenha gostado das séries de artigos sobre “Jogos do Ano” que as publicações fazem no final de um ano ou no inicio do outro, não gosto da terminologia.

Declarar que um jogo é “o jogo do ano” implica que joguei todos os outros. Uma tarefa impossível nos dias que correm.

Assim, adoptando a estratégia famosa da Carsberg, decidi fazer uma série de artigos sobre os meus cinco jogos favoritos do ano que passou – “provavelmente” os melhores jogos do ano.

E o número 1 é…

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Os 5 Jogos Favoritos de 2015 – #2 – Tales From the Borderlands

Embora sempre tenha gostado das séries de artigos sobre “Jogos do Ano” que as publicações fazem no final de um ano ou no inicio do outro, não gosto da terminologia.

Declarar que um jogo é “o jogo do ano” implica que joguei todos os outros. Uma tarefa impossível nos dias que correm.

Assim, adoptando a estratégia famosa da Carsberg, decidi fazer uma série de artigos sobre os meus cinco jogos favoritos do ano que passou – provavelmente os melhores jogos do ano.

E o número 2 é…

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Os 5 Jogos Favoritos de 2015 – #3 – Metal Gear Solid V

Embora sempre tenha gostado das séries de artigos sobre “Jogos do Ano” que as publicações fazem no final de um ano ou no inicio do outro, não gosto da terminologia.

Declarar que um jogo é “o jogo do ano” implica que joguei todos os outros. Uma tarefa impossível nos dias que correm.

Assim, adoptando a estratégia famosa da Carsberg, decidi fazer uma série de artigos sobre os meus cinco jogos favoritos do ano que passou – provavelmente os melhores jogos do ano.

E o número 3 é…

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Os 5 Jogos Favoritos de 2015 – #4 – Halo 5

Embora sempre tenha gostado das séries de artigos sobre “Jogos do Ano” que as publicações fazem no final de um ano ou no inicio do outro, não gosto da terminologia.

Declarar que um jogo é “o jogo do ano” implica que joguei todos os outros. Uma tarefa impossível nos dias que correm.

Assim, adotando a estratégia famosa da Carsberg, decidi fazer uma série de artigos sobre os meus cinco jogos favoritos do ano que passou – provavelmente os melhores jogos do ano.

E o número 4 é…

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Os 5 Jogos Favoritos de 2015 – #5 – The Beginner’s Guide

Embora sempre tenha gostado das séries de artigos sobre “Jogos do Ano” que as publicações fazem no final de um ano ou no inicio do outro, não gosto da terminologia.

Declarar que um jogo é “o jogo do ano” implica que joguei todos os outros. Uma tarefa impossível nos dias que correm.

Assim, adotando a estratégia famosa da Carsberg, decidi fazer uma série de artigos sobre os meus cinco jogos favoritos do ano que passou – provavelmente os melhores jogos do ano.

E o número 5 é…

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